terça-feira, 1 de abril de 2008

Quem tem medo do Território da Cidadania?


Durante o governo Lula, mais de 20 milhões de brasileiros migraram das classes D e E para a classe C. O que explica essa mobilidade social, com a redução da pobreza, é a geração de 6 milhões de novos empregos formais, o aumento do salário mínimo de 42,8% no período, reajustes salariais acima da inflação na grande maioria das negociações sindicais, e o desenvolvimento de políticas compensatórias – como o programa Bolsa Família, que já beneficia 11 milhões de famílias.

Se os indicadores são positivos, revelando que o crescimento da economia vem sendo acompanhado da distribuição da renda, o Brasil ainda tem sérios problemas, como os bolsões de pobreza. Daí a relevância do programa Territórios da Cidadania, lançado pelo governo federal em fevereiro, com o objetivo de enfrentar, articulado com estados e municípios, os redutos de miséria – os territórios com os mais baixos índices de IDH e escassa atividade econômica.

Considerado inovador por especialistas em distribuição da renda, o programa vai olhar cada um dos 180 territórios, a serem atendidos nos próximos dois anos, como um todo, integrando ações de 19 ministérios e envolvendo os poderes locais, para promover o desenvolvimento regional sustentável e a garantia dos direitos sociais. Seu público alvo são agricultores, assentados da reforma agrária, populações indígenas, quilombolas. Ou seja, brasileiros que demandam a ação planejada do poder público para conquistar o que lhes é devido como cidadãos: acesso à dignidade.

Diante de um programa dessa dimensão, que cobre todo o país – haverá pelo menos um território por estado da federação –, o que faz a oposição? Recorre ao Supremo Tribunal Federal, acusando o programa de eleitoreiro e ilegal, sob o desgastado argumento de que os investimentos poderão privilegiar os partidos que dão suporte ao governo. Mais incrível ainda: ministros da maior corte do país fazem coro à oposição, antecipando sua posição antes de haver recurso, e de ele ser julgado, numa inconcebível politização do papel de magistrado, que só deve julgar com base nos autos.

O esperneio é balela. Esse filme, já vimos nas eleições de 2006, quando campanha semelhante teve como alvo o Bolsa Família. PSDB e DEM (então PFL) alardearam que a expansão do programa estava a serviço da reeleição de Lula. Desqualificaram o Bolsa Família e buscaram com lupa desvios e fraudes. O povo, que sabe o alcance do programa e sua importância para a população mais pobre, não embarcou na lorota. Mas parece que a oposição não aprendeu.

Os resultados da auditoria feita pelo Tribunal de Contas da União no Bolsa Família, de 2004 a 2006, em função de denúncias da oposição, mostram que eram infundadas. Não houve, de acordo com o TCU, nenhum privilégio ao PT e aos partidos da base aliada, nem discriminação ao PSDB e ao DEM. O atendimento das metas foi alcançado em todos os municípios, independentemente da filiação partidária do prefeito, e pequenas variações encontradas descartam o uso eleitoral do programa, segundo a auditoria.

Assim, é inaceitável a tentativa da oposição de impedir programas sociais destinados a tirar da pobreza absoluta milhões de brasileiros. Só neste ano, serão beneficiadas 11 milhões de pessoas, em quase mil municípios, de 60 territórios. Vão ser investidos R$ 11,3 bilhões no desenvolvimento regional dessas cidades, onde todos os partidos estão no governo e vão disputar as eleições, sendo igualmente beneficiados por melhorias da infra-estrutura e das condições de saúde e educação, e pelo apoio a arranjos produtivos locais. Isso é o quanto o governo Lula anunciou estar disposto a fazer.

Resta perguntar o quanto a oposição está disposta a comprometer do desenvolvimento nacional, para tentar, na base do “quanto pior, melhor”, alguma vantagem eleitoral. A oposição tem medo das eleições, ou tem medo dos milhões de brasileiros que, nesses Territórios de Cidadania, poderão escapar dos currais eleitorais mantidos à base de miséria contínua?

Zé Dirceu

Lula chama Dilma e Pezão de "casal do PAC"


BRASÍLIA, CURITIBA e RIO - Sem fazer referência ao caso do dossiê que supostamente vazou da Casa Civil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a chamar a ministra Dilma Rousseff de "mãe do PAC" (Programa de Aceleração do Crescimento), afirmou que não está preocupado com críticas de uso eleitoreiro do programa e desafiou a oposição a ver quem faz mais pelo povo brasileiro.

- Enquanto a oposição grita e xinga, a gente trabalha. Vamos ver quem produz mais resultado para o povo brasileiro - disse Lula.



E completou, em seguida:

- Eu sei que tem algumas pessoas, que são nossos opositores, que não gostam que eu esteja aqui. Na verdade, o que eles gostariam é que nós estivéssemos no nosso gabinete vendo eles fazerem críticas a nós. Nós fomos eleitos para trabalhar.

Lula chegou a chamar Dilma, potencial candidata à sua sucessão, ao palco montado no Centro de Duque de Caxias (RJ), na Baixada Fluminense, para homenageá-la.

- A Dilma é a gerente do PAC nacional, por isso falei que ela era a mãe do PAC, porque ela tem que acompanhar as obras semanalmente e prestar contas todo mês - reafirmou Lula, que desta vez, referiu-se ao vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão como "pai do PAC".

segunda-feira, 31 de março de 2008

Forquilha inaugura Adutora de Água


O presidente da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), Henrique Vieira, participou, dia 27, da inauguração do Sistema de Adutora Municipal de Forquilha, na região Norte do Estado do Ceará.
O evento teve início às 20h, com a presença do Governador do Estado, Cid Gomes, e do Secretário dos Recursos Hídricos, César Pinheiro. As obras tiveram início em novembro de 2007 e custou R$ 5.744.690,10.
A adutora irá beneficiar 29 mil habitantes. Os municípios beneficiados são Sabonete, Traipá e Salgado dos Machados (município de Sobral) e Forquilha. A fonte hídrica é do Rio Acaraú, armazenando nos açudes Edson Queiroz e Araras.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Cid comemora desempenho da Cagece


O governador Cid Gomes afirmou à Coluna que está muito satisfeito com a gestão do presidente da Companhia de Água e Esgoto do Estado (Cagece), Henrique Vieira Costa Lima. Cid apresentou uma série de resultados da empresa em 2007, cujo controle acionário é absoluto do Governo (84% das ações). A Coluna apurou que as únicas possíveis mudanças previstas na Direção da estatal são as saídas de dois diretores da empresa. O diretor de Operações, Weber Araújo, e a diretora de Gestão Empresarial, Eliane Novais, poderão se candidatar em 3 de outubro. Ele a prefeito de Russas. Ela a vereadora em Fortaleza. Nos resultados apontados pelo governador, muitos números positivos. Um dado: foram captados R$ 393 milhões em 2007. Outro: a eficiência da arrecadação cresceu 3,07%, impulsionada por projetos como a tele-cobrança, que recuperou R$ 13 milhões na Capital. Mais um: o monitoramento de esgotos das Unidades de Negócio do Interior saltou de 8,79% em 2006 para 100% em 2007. As ações de eficientização energética tiveram grande impulso em 2007 e geraram uma economia da ordem de R$ 9 milhões, quase 18% do custo total anual. Para completar, foi a quinta maior empresa e segunda em desempenho social no ranking do Prêmio Delmiro Gouveia.


Fonte: Jornal o Povo Vertical S/A

Ceará tem o fiscal de plástico


Para o secretário da Fazenda do Ceará, Mauro Benevides Filho, os primeiros resultados da parceria celebrada por sua Pasta com as administradoras de cartão de crédito ultrapassaram as melhores expectativas. A receita tributária do Estado aumentou e a tendência, segundo ele, é que essa curva ascendente siga adiante. Agora, os eventos de compra feitos no comércio por meio de cartão de crédito — ou de débito — funcionam como se ao lado do caixa da loja estivesse de plantão um fiscal fazendário. Aliás, um fiscal fazendário de carne e osso disse a esta coluna que, agora, o consumidor que usa o dinheiro de plástico para pagar por sua compra ´nem precisa pedir mais o cupon fiscal´, porque, no fim do mês, a administradora do cartão informará a Secretaria da Fazenda o valor do que foi vendido. Se o comerciante não recolher a correto e devida alíquota do ICMS relativa àquela venda, a fiscalização da Sefaz o convocará a prestar explicações. O secretário Mauro Filho declara-se contente não só com os excelentes resultados da parceria com os cartões de crédito, mas também com a compreensão que a grande maioria dos empresários do comércio — ´de todos os portes e setores´ — revelou diante dessa novidade. Para Benevides, cresce entre os contribuintes ´o sentimento da cidadania, que se realça à medida em que ele vê bem aplicado o imposto que recolhe, e é o que está sendo feito no Ceará´, diz.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Lula ficou bastante impressionado com o Programa Ronda do Quarteirão



O governador Cid Gomes assinou nesta quinta-feira (27/03), em Brasília, o convênio com o Governo Federal, através do Ministério da Justiça, incluindo o Ceará no Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania, Pronasci. Na ocasião, o ministro Tarso Genro observou que o programa de Policiamento Comunitário Ronda do Quarteirão tem muitas similaridades com os preceitos do Pronasci. Segundo ele, “o próprio presidente Lula ficou bastante impressionado com o Programa Ronda do Quarteirão e tem observado que a visão do Ceará com relação à segurança pública está em sintonia com o que o Programa estabelece.” Tarso Genro disse ainda que a entrada do Ceará valoriza o Pronasci, na medida em que é um programa de alto grau de cooperação federativa e que as experiências cearenses podem contribuir de forma significativa.

Durante o evento houve ainda a assinatura de um convênio para a instalação de uma penitenciária especializada em abrigar jovens e adultos. Esta penitenciária faz parte de um projeto de unidades prisionais voltadas para infratores de 18 a 24 anos, que serão divididos por faixa etária e natureza do delito. Segundo o projeto, isso evita que os presos que cometeram pequenas infrações se contaminem pela influência dos líderes do crime organizado.

O governador Cid Gomes observou que a violência é um dos problemas que mais cresce no Brasil e é a maior preocupação das grandes cidades. Para ele, segurança pública não é só policiamento, penitenciária e equipamentos. “É preciso executar programas que apresentem o problema por outros ângulos, com foco no papel participativo da sociedade, na participação das comunidades nas ações de segurança e principalmente foco no jovem e no adolescente que está à beira da criminalidade”, garantiu o Governador.

O Pronasci marca uma iniciativa inédita no enfrentamento à criminalidade no país. O projeto articula políticas de segurança com ações sociais; prioriza a prevenção e busca atingir as causas que levam à violência, sem abrir mão das estratégias de ordenamento social e segurança pública. Entre os principais eixos do Pronasci destacam-se a valorização dos profissionais de segurança pública; a reestruturação do sistema penitenciário; o combate à corrupção policial e o envolvimento da comunidade na prevenção da violência. Para o desenvolvimento do Programa, o Governo Federal investirá R$ 6,707 bilhões até o fim de 2012.

Além dos profissionais de segurança pública, o Pronasci tem também como público-alvo jovens de 15 a 29 anos à beira da criminalidade, que se encontram ou já estiveram em conflito com a lei; presos ou egressos do sistema prisional; e ainda os reservistas, passíveis de serem atraídos pelo crime organizado em função do aprendizado em manejo de armas adquirido durante o serviço militar.

O Programa está instituído nas 11 regiões metropolitanas brasileiras mais violentas, identificadas em pesquisa elaborada pelos ministérios da Justiça e da Saúde. São elas: Belém, Belo Horizonte, Brasília (Entorno), Curitiba, Maceió, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória. Posteriormente, incluiu-se também a cidade de Fortaleza e os estados de Santa Catarina e Ceará.

Fonte: Coordenadoria de Comunicação do Governo do Estado

Guimarães quer melhor distribuição entre as regiões


Crédito de R$ 12,5 bi ao BNDES
Deputado é relator de MP que trata do assunto na Câmara

Líderes da base aliada e da oposição articulam acordo para a votar a medida provisória 414/08, que autoriza a União a conceder crédito ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no valor de R$ 12,5 bilhões, ampliando a carteira de empréstimos do banco e possibilitando o crescimento do investimento do país em infra-estrutura em cerca de 0,5% do PIB.

A expectativa, segundo o relator da MP, deputado José Guimarães (PT-CE), é permitir a melhoria do gasto público, na medida em que os recursos serão direcionados para investimentos estruturantes e geradores de emprego e renda. Ele afirmou que irá entregar seu parecer na próxima segunda-feira (31).

"Abrimos um processo de diálogo com o Tesouro Nacional para discutir e preparar um relatório que dê conta do impacto e da importância desta MP para o país. Os recursos no valor de R$ 12,5 bilhões virão do Tesouro Nacional. Portanto, sem reflexo nas contas públicas nem no superávit primário. O dinheiro visa, fundamentalmente, atender a demanda por crédito que já está em carteira no BNDES. A MP vem para financiar e sustentar o crescimento econômico e investimentos", disse.

Segundo Guimarães, há urgência em aprovar a matéria para atender o setor produtivo nacional. "Minha expectativa é analisar as emendas apresentadas e apresentar um texto sem descaracterizar a idéia central que é financiar o setor produtivo", disse. A MP tranca a pauta de votações do plenário da Câmara desde o dia 22 de março.

Regionalização

Em reunião com técnicos do Tesouro Nacional, Guimarães afirmou que pretende negociar com a União e o BNDES uma forma de garantir uma melhor distribuição regional dos investimentos do banco, garantindo às regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste um percentual eqüivalente, pelo menos, ao que representam na composição do PIB do país.

Desempenho recorde no governo Lula

Durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o desempenho do BNDES, até fevereiro, apresentou números recorde. Os desembolsos nos últimos 12 meses atingiram R$ 66,6 bilhões, com crescimento de 21% em relação ao mesmo período anterior, marcando novo recorde na história do banco estatal de fomento. Os dados do BNDES indicam uma aceleração na fila de pedidos de empréstimos ao banco. As consultas, que são os novos projetos que deram entrada no banco, totalizam duas vezes os desembolsos, atingindo R$ 138,5 bilhões, com aumento de 28% sobre período anterior. Os enquadramentos (aprovação na área técnica) somaram R$ 123,5 bilhões, e as aprovações pela diretoria do banco (terceira etapa, anterior aos desembolsos) totalizaram R$ 104,8 bilhões, com variação de 29%. A maior demanda de recursos se refere a projetos de infra-estrutura (alta de 64%).

Orçamento

O BNDES já anunciou orçamento de R$ 80 bilhões para este ano. Nos últimos meses, houve aceleração de aprovação de projetos de infra-estrutura, especialmente do PAC. Segundo o presidente da instituição, Luciano Coutinho, essa tendência continuará em função das necessidades e das carências do país. "Todas as indicações são de que a demanda por investimentos continua crescendo. Temos uma carteira de projetos aprovados, neste momento, que totaliza, arredondando, R$ 100 bilhões. É um volume expressivo", disse.