sábado, 31 de maio de 2008

Quixadá - Ordem de serviço autoriza construção de calçamentos no bairro São João

Nessa ultima sexta-feira, dia 30 de maio, o prefeito de Quixadá, assinou ordem de serviço para pavimentação de ruas do bairro São João. O investimento de quase 70 mil reais contemplará, entre outras, as travessas Paraguai, Paralela, Estados Unidos II e Adolfo Lopes II.


sexta-feira, 30 de maio de 2008

12° Pula Fogueira de Quixadá


Elba Ramalho, Aviões do Forró, Forró Balancear, Forró de Ouro e Brasas do Forró são algumas das atrações da 12ª Edição do Pula Fogueira de Quixadá, promovida pela Prefeitura municipal e considerada uma das maiores festas juninas do Ceará.
As festividades começam dia 4 de junho, quarta-feira, e se estendem até o sábado, dia 7. Uma grande estrutura de palco, arquibancadas e camarotes será preparada para receber o público, as grandes atrações e as quadrilhas, que disputarão prêmios no tradicional Festival de Quadrilhas de Quixadá.

(www.quixada.ce.gov.b)

Contratos liberam R$ 369 milhões para obras do PAC em Fortaleza



As obras de dragagem no Rio Cocó, de saneamento integrado na Bacia do Maranguapinho, e ampliação do sistema de esgotamento sanitário na capital, já estão asseguradas. Os contratos foram assinados entre o Governo do Estado e o Ministério das Cidades nesta quarta-feira (28/05), no Palácio Iracema.

Para a construção da barragem do rio Maranguapinho serão destinados R$ 170,6 milhões. A obra vai permitir a contenção de enchentes. São 21,4 quilômetros de limpeza da calha do rio e 29,5 quilômetros de urbanização, beneficiando 250 mil pessoas que sofrem todo ano com as cheias. O projeto envolve ainda trabalhos de educação ambiental com a comunidade para a preservação do rio e das melhorias.

No rio Cocó, o projeto será executado através de uma ação conjunta com a Prefeitura de Fortaleza. São 15,8 quilômetros de dragagem e realocação de moradores que vivem em áreas de risco as margens do Rio.

Já a ampliação do sistema de esgotamento sanitário, através de convênio assinado com a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) vai aportar recursos da ordem de R$ 123 milhões. As obras vão incluir rede de esgotos em boa parte das casas localizadas às margens do Rio Cocó, no trecho de 20 quilômetros.

"Com o PAC definitivamente a construção civil deslanchou. As obras estão causando verdadeiros impactos" defendeu o ministro das Cidades Márcio Fortes. E anunciou: "Até 2010 o PAC vai investir no Ceará aproximadamente R$ 11 bilhões, nas áreas de tansportes, portos, saneamento e outros", revelou.

Já o governador Cid Gomes aproveitou a presença do Ministro para apresentar alguns resultados que o PAC traz para o Ceará:

Energia: 100% da energia consumida no estado vêm de fora. Há demanda é de 1.300 mega watts. Até o final do ano serão produzidos 500 mega watts através de parques de energia eólica. Em 18 meses será instalado o maior parque de energia solar das Américas, gerando mais 50 mega watts.

Água: Projeto para a criação de um cinturão de águas para assegurar um manejamento de águas no Estado.

Transporte: Transnordestina em plena execução. Um corredor de exportação e geração de investimentos. Metrofor concluído até 2010 atendendo a a população da Região Metropolitana de Fortaleza.

Cid Gomes reconheceu ainda o empenho do governo Federal em proporcionar o crescimento do País. "A obstinação do presidente Lula nos trouxe a prática do planejamento e com um bom projeto conseguiremos por em práticas nossas ações rumo ao desenvolvimento", concluiu.

Desoneração de novos setores


Governo estadual promete anunciar mais 10 novos produtos que terão alíquotas de ICMS reduzidas

Os setores médico-hospitalar e de segurança no trânsito estão na lista dos produtos que terão queda nas alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), conforme adiantou, ontem, o secretário da Fazenda do Estado, Mauro Filho, prometendo anunciar os outros oito segmentos na próxima quarta-feira. No entanto, não quis dizer qual o percentual da redução. ´Posso reduzir de 17% para 7% ou de 17% para 12% dependendo do produto´.

O governo e a Secretaria da Fazenda, a cada quatro meses, escolhem dez novos produtos que podem ter alíquota de ICMS reduzida, explicou Mauro Filho, durante a audiência pública na Comissão de Orçamento, Finanças e Tributação da Assembléia Legislativa quando apresentou o relatório de Gestão Fiscal do primeiro quadrimestre de 2008.

´Não posso adiantar mais nada´, disse, prometendo apresentar novos produtos em agosto e dezembro. No ano passado, 20 produtos sofreram desoneração de ICMS. Na semana passada, foi a vez dos produtos da agricultura familiar que tiveram redução zero. ´O objetivo é estimular o setor e não tem nada a ver com o programa que começou no ano passado´.

Bancos Comunitários chegam ao interior do estado

O governador Cid Gomes recebeu nesta quarta-feira(28/05), no Palácio Iracema, uma caravana do Banco Palmas, que é uma instituição que opera há nove anos, com microcrédito comunitário, no Conjunto Palmeiras, em Fortaleza. Após o encontro com o governador Cid Gomes, a caravana partiu para dez cidades, onde serão instalados dez bancos comunitários, durante os próximos quatro dias. Os municípios foram escolhidas pelo baixo Índice de Desenvolvimento Humano – Municipal (IDHM) e a partir de agora terão os serviços financiados em rede, de natureza associativa e comunitária. Cid Gomes ressaltou que a caravana é uma experiência pioneira e com excelente conceito.

A criação de mais dez instituições de crédito comunitário é resultado de parceria celebrada entre o Banco Palmas e o Governo do Estado, através da Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS), que destinou R$ 800 mil, do Fundo Estadual de Combate à Pobreza (Fecop), para o desenvolvimento do microcrédito no interior cearense. Desses recursos, R$ 500 mil serão aplicados na estruturação dos novos bancos comunitários e R$ 300 mil, à formação do "funding", do fundo de recursos que irá viabilizar os financiamentos de micro negócios e de pequenos empreendedores que não gozam de acesso ao crédito, no sistema financeiro normal.

Segundo Cid Gomes, seu objetivo é implantar até o final do seu mandato cerca de 300 bancos comunitários, pois gera prosperidade para os municípios. “As pessoas têm boas intenções e em alguns casos o que falta é o incentivo. Pretendo ampliar até o final do meu mandato o número de bancos comunitários, pois sei dos benefícios que os municípios terão com essas instalações” disse. Já a secretária da STDS, Fátima Catunda, destacou que além de ser um momento histórico, a iniciativa é muito importante para o desenvolvimento do Ceará.

Entre os serviços prestados pelos bancos comunitários estão crédito para consumo pessoal e familiar, sem juros em moeda social; crédito solidário positivo com taxas de juros abaixo do mercado; abertura, depósitos e extrato de contas correntes, saques avulsos ou com cartão de crédito, bem como pagamentos de benefícios e de contas de água, luz e telefone etc. As operações de crédito serão realizadas através do Banco Popular do Brasil - BPB.

Os municípios visitados serão Palhano, Tamboril, Monsenhor Tabosa, Madalena, Ibaretama, Ocara, Choro, Caridade, Irauçuba e Itarema. Durante as visitas, a caravana formada por 40 pessoas irá também ampliar as parcerias para apoiar os trabalhadores dos bancos comunitários, com cursos de qualificação profissional, melhoria tecnológica da produção e estratégias de comercialização de seus produtos. A exemplo do Banco Palmas, que tem a Palma como moeda corrente no Conjunto Palmeiras, cada nova instituição comunitária terá seu papel moeda.


Assessoria de Imprensa do Governo do Estado

Ministro diz que Ceará terá refinaria

Agora só depende da palavra final do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro (PTB), disse ontem que uma das refinarias que a Petrobras irá construir no Nordeste virá para o Ceará. Mas o anúncio oficial depende da confirmação de Lula.

"Eu sou capaz de responder que hoje, vamos dizer assim, as refinarias são do Ceará e do Maranhão. Agora, só quem pode bater o martelo e anunciar é o presidente da República, mas o trabalho está sendo dirigido nesse sentido", declarou Múcio em entrevista coletiva ontem durante a XII Conferência Nacional dos Legislativos Estaduais, no Marina Park, em Fortaleza.

Em seguida, em entrevista exclusiva ao O POVO, Múcio, questionado se haveria disputa entre Ceará e Rio Grande do Norte pela refinaria, disse que a localização já está acertada. "Não, não. O estudo de viabilidade econômica indica, hoje, pelas informações que eu tenho, não são números da minha área, que Ceará e Maranhão já são números (sic) definidos", declarou.
(O Povo)

domingo, 25 de maio de 2008

Queijo coalho ganha mais valor e sabor no Ceará


Jaguaribe. “És forte porque estás próximo da origem da criatura. És nutritivo porque manténs o melhor do leite. És quente, porque és gordo...”. Assim era definido o queijo nas palavras de Hipócrates (460 a 355 a.C.), considerado o pai da Medicina, possivelmente hipnotizado pelo derivado do leite. A iguaria de mais de dois mil anos ganhou o mundo e, no Brasil, o sertão nordestino quis, qual a carne de sol, prolongar o tempo de vida do leite desde a ordenha do gado. Considerado o segundo maior produtor de queijo do Nordeste, o Ceará tem conquistado maior aceitação de seu produto laticínio nos estados vizinhos. O motivo é simples: qualificação técnica de preparo e melhor higienização.

Para não levar fama de que pegou tudo “de segunda” (o queijo foi produzido e disseminado na Europa, há milhares de anos), o sertanejo usa a criatividade para reinventar o queijo em receitas pra lá de originais, principalmente com o de tipo coalho. Quem não conhece o baião-de-dois com queijo? E alguém conhece a rapadura de queijo? O Vale do Jaguaribe é o maior produtor de queijo do Ceará, herança direta da também maior bacia leiteira do Estado que hoje não é mais. Em alguns municípios, quase todo o leite produzido é destinado às queijeiras. Agora querem criar um selo de qualidade.

Ir a Jaguaribe e não comer queijo é como chegar a Juazeiro e não visitar a estátua de Padre Cícero. É certo que todo o Ceará produz queijo, mas é preciso entender o porquê da fama do Vale do Jaguaribe. A primeira comprovação foi com o concurso do Melhor Queijo Coalho do Estado, realizado no Festival de Leite (Festleite) em Quixeramobim, no início do mês. Nas categorias artesanal e industrial, os vencedores foram Jaguaribe e Limoeiro, respectivamente, ambos do Vale. Por concentrar a maior quantidade de gado leiteiro — cada cidade produz, em média 50 mil litros de leite por dia — esta região iniciou a fama do queijo pela produtividade, por conta da falta d´água pra agricultura.

Negócio

“Eu vi que o leite era mais negócio que o feijão, que tenha ‘zé’ pra colheita ser boa. Agora leite tem na seca e na cheia”, afirma seu José Capistrano, produtor de queijo em Jaguaribe. O importante é ter capim e ração de qualidade para o gado, que a ordenha da vaca proporciona uma “chuva” de leite todo ano com a alegria, substituindo a insegurança de inverno nas lavouras. Em outros casos, a fabricação de queijo surgiu da necessidade de pecuaristas darem um destino ao leite que sobrava da venda.

O funcionário público Francisco Nogueira Neto, 48 anos, criava bovinos e caprinos na comunidade de Brum, a 36km do Centro de Jaguaribe, e vendia leite para as comunidades ao redor. Quando o gado passou a produzir leite bem mais que o consumo das famílias, a fabricação de queijo foi a alternativa econômica, para um quilo de queijo são necessários 10 litros de leite de vaca. O negócio foi tão bom que substituiu o curral pela casa de queijo, hoje a principal fonte de renda da família. No Festleite, foi premiado pelo Melhor Queijo Coalho Artesanal do Ceará.

Extensionista da Ematerce, o conhecido “Neto do Brum” presta assistência aos produtores de leite e de queijo, sobre as melhores técnicas de produtividade. “Trabalho com queijo há 15 anos, mas tem três anos que vim entender o que é o leite. Explico aos produtores que a qualidade do queijo depende da qualidade do leite”. Ele recebe encomendas de turistas até de São Paulo. O quilo do queijo custa, em média, R$ 8,00 nas cidades produtoras.

A Associação dos Produtores de Leite e Queijo de Jaguaribe (Queijaribe) contabiliza apenas 30 sócios, a maioria de produtores artesanais, assistidos por órgãos como Sebrae, Ematerce, Banco do Nordeste, Embrapa e Centec. “Mas tem muito mais produtores em Jaguaribe”, afirma a presidente Ada Maria Diógenes, que anuncia o 3º Festival do Queijo Coalho de Jaguaribe, dias 10 e 11 de julho, com palestras, oficinas, exposições e concurso do melhor queijo da cidade, que tem mais de 100 fabricantes.

Quem teve também seu queijo coalho industrial reconhecido como o melhor do Ceará foi a jovem tecnóloga de alimentos e, agora, empresária, de Limoeiro, Marta Rochele, 25 anos. Ela aproveitou o conhecimento no curso de Tecnologia de Alimentos da Faculdade Centec e, após a graduação, decidiu investir no queijo. Começou produzindo três quilos da iguaria por dia em sua casa. Hoje são mais de 100 quilos de queijo em suas duas fábricas da “Lá de Casa Lacticínios”.

CULINÁRIA - Receitas criativas agregam valor ao produto

Limoeiro do Norte. Vai um queijo aí? Melhor: vai uma sopa de queijo aí? E rapadura, croquete, “fondue”, mousse, pudim, doce e até sopa de queijo coalho? Depois que o leite é extraído da vaca, passa pela casa de queijo e chega ao consumidor final, vale a criatividade para aproveitar a maleabilidade do produto e criar diferentes receitas, as mais doces ou salgadas com o produto. Esta comida, famosa desde a antigüidade, agrega valor econômico e também cultural no bolso e na gastronomia sertaneja.

Leite, bactéria (para coalhar) e tempo (para maturar). Feito isso, basta ir ao mercado central de Limoeiro do Norte, e ver no que se transformou. É parada obrigatória no box de dona Mazé Diógenes para quem quer provar um café com queijo ou um bom baião-de-dois com queijo.

Já em Jaguaribe, não se pode deixar de ir à lanchonete e provar da “Sopa de Queijo”. Sim, é cebola picada, dente de alho, caldo de legumes, cenoura ralada, água, farinha de trigo, queijo coalho recortado em cubos e coentro. Do queijo se podem fazer muitos pratos.

SAIBA MAIS - Fabricação

O queijo coalho é produto que se obtém por coagulação do leite por meio do coalho ou outras enzimas coagulantes apropriadas. Guarde o queijo em locais sem muita luz.

Cuidado

O mofo na casca do queijo é natural e deve ser removido com um pano embebido em salmoura, de água e sal. Não congele queijos, pois afeta o sabor e textura. Quando estiver em refrigeradores, retire-os da geladeira e da embalagem uma hora antes de servir.

FIQUE POR DENTRO - Receitas deliciosas a partir do queijo

Mousse de queijo coalho: Ingredientes: 2 pacotes de gelatina sem sabor; 300g de queijo coalho ralado fino; 1 lata de creme de leite; 5 dentes de alho amassados; 1 cebola ralada; 1 pimentão amarelo cortado em cubos pequenos; coentro e cebolinha picados. Como fazer: dissolva a gelatina em uma xícara (chá) de água fria e em seguida acrescente mais uma xícara

(chá) de água fervente, mexa, deixe repousar até reparar a massa do mousse; bata no liqüidificador o queijo coalho e o creme de leite; Aos poucos, junte a gelatina dissolvida e bata mais um pouco. Depois coloque numa tigela no congelador, quando adquirir consistência saboreie.

Queijo empanado: 500g de queijo coalho; 1 xícara (chá) de molho de soja; orégano a gosto; farinha de trigo; 2 ovos mal batidos; farinha de rosca; óleo. Como fazer: cortar o queijo coalho em cubos de 2 centímetros de espessura. Misture o molho de soja com o orégano e coloque o queijo para tomar gosto (mais ou menos 30 minutos). Escorra o queijo coalho do molho, passe pela farinha de trigo, ovos mal batidos e farinha de rosca e leva para fritar no óleo quente. Depois é só servir com molho tártaro ou maionese.

Fonte: Cartilha do Queijo de Maria Marluce Gomes

HIGIENE ASSEGURADA - Qualidade no momento da produção

Limoeiro do Norte. Tem morador do Vale do Jaguaribe que desistiu de comer queijo depois de visitar uma queijeira nos fundos de uma casa. Assim se dava quando ex-agricultores partiam para a produção sem qualquer conhecimento do assunto ou assistência técnica. A reportagem visitou, há três anos, uma fábrica similar no município. Muitas moscas num quarto insalubre, de trabalhadores suados e apenas de bermuda transportando baldes de leite para coalhar. Sentindo a responsabilidade da fama de seu queijo, a região criou associações de fabricantes e quase todas são assistidas por Sebrae, Ematerce e Embrapa. A melhora na qualidade e na higiene desde a extração do leite possibilitou a abertura de mercado para o produto em outras regiões e nos supermercados de Fortaleza.

Conforme o médico veterinário Antônio Carlos de Freitas, antigamente era maior o problema da falta de higiene nas casas de queijo, e agora as queijeiras têm assistência da Ematerce, do Sebrae, e o produto passa por análises da Embrapa. Ele afirma que o município de Jaguaribe produz, em média, 50 mil litros de leite por dia. Cerca de 90% são destinados a produzir queijo.

A especialização na produção de alimentos levou a tecnóloga Marta Rochele, a produzir o melhor queijo coalho industrial do Ceará, conforme o júri de degustadores do Festival de Leite (FestLeite) de Quixeramobim que analisaram amostras de queijo de todo o Ceará. Em suas duas pequenas fábricas, uma no Setor NH5 – onde mora - e outra no Sítio São Raimundo, duas localidades de Limoeiro do Norte, a empresária emprega seis pessoas, que ganham, em média, um salário mínimo. “Tenho muita preocupação com higiene, o ambiente tem que estar sempre limpo, todos com touca na cabeça e uniforme branco”, explica.

E como um bom queijo depende de um bom leite, a cobrança de higiene também recai nos produtores. Seja a ordenha mecânica ou manual, é imprescindível a assepsia das vacas antes da extração. “O leite do gado é reflexo do que ele come, então é necessária uma dieta balanceada”. Quando o leite chega na fábrica, passa por testes como o de Alisarol, que verifica se não há acidez no líquido. Os queijos de Rochele são vendidos em Limoeiro, Morada Nova e Fortaleza, este no qual tem ganhado a aceitação de supermercados, geralmente mais rigorosos que os do Interior na qualidade de alimentos perecíveis vendidos.

“A maior parte do queijo de Jaguaribe é vendida nos supermercados de Fortaleza”, destaca a presidente da Associação de Produtores de Leite e Queijo de Jaguaribe (Queijaribe), Ada Maria. Sua fábrica produz, diariamente, em torno de 300 quilos dos queijos coalho e mussarela “Rio Jaguaribe”.

Arranjos produtivos

Para adequar fábricas de leite às normas de vigilância sanitária, o Instituto Euvaldo Lodi do Ceará (IEL/CE) iniciou uma série de ações para adequar as 20 empresas integrantes do Programa de Apoio à Competitividade das Micro e Pequenas Indústrias (Procompi), do Arranjo Produtivo Local (APL) de Laticínios de Jaguaretama. Segundo a responsável técnica do IEL/CE, Ana Célia Siebra, os produtores são informados sobre as instruções normativas e resoluções que tratam dos requisitos a serem seguidos nos processos de coleta e de processamento do leite e queijo.

(Jornal Diário do Nordeste)